Google, I love you

Google Wave mistura e-mail, edição de textos e mensagens instantâneas em um só produto, onde todos tem voz

Rafael Rigues

Em desenvolvimento há dois anos e fruto de um projeto dos engenheiros Lars e Jens Rasmussen, da filial australiana do Google, o Google Wave é uma espécie de mistura de e-mail, mensagens instantâneas e edição colaborativa de documentos, com uma pitada de multimídia jogada na mistura. É uma nova forma de criar, compartilhar e distribuir conteúdo.

Funciona mais ou menos assim: um usuário cria uma “onda”, e adiciona a ela seus amigos. Todos podem inserir na onda textos, gráficos, fotos, vídeos ou feeds de informação vindos de outros sites da internet, agregando novas informações ou respostas a qualquer ponto.

À medida que informações vão se acumulando e amigos de amigos entram na conversa, cria-se uma “onda” de conteúdo, daí o nome. É possível ver o que as outras pessoas estão fazendo em tempo real, ou “rebobinar” a onda para ver quando algo foi modificado.

Segundo o Google, este ambiente “sem barreiras” torna o Wave adequado para uma variedade de funções, desde como sistema para troca de rápidas mensagens entre amigos a uma plataforma para produção de conteúdo de forma colaborativa. As possibilidades são tantas que própria empresa pergunta ao público: “O que mais dá para fazer com isso?”

O Google Wave, na verdade, não é uma entidade única, mas três componentes separados: o produto, onde os usuários criarão suas ondas e compartilharão informações, a plataforma, que permitirá que as “ondas” sejam embutidas em outros serviços web, ou usadas como base para novos projetos, e o protocolo de comunicação usado no compartilhamento e armazenamento dos dados das ondas.

O código-fonte por trás de tudo isso, segundo o Google, será disponibilizado sob uma licença Open Source, e a documentação das APIs (interfaces de programação) já está disponível no repositório de código do Google, em http://code.google.com/apis/wave.

Ainda não há uma data para o lançamento do Google Wave para o público. Por enquanto, a empresa pretende continuar trabalhando o sistema por mais alguns meses, e convida desenvolvedores a experimentar a tecnologia. Usuários podem preencher um formulário no site oficial do programa, para serem avisados quando o produto estiver disponível.

Fonte: Momento do Saber (não achei o post original da Info…)

Produtores de Conhecimento

Agência FAPESP – O Brasil alcançou a 13ª posição na classificação mundial em produção científica em 2008, ultrapassando a Rússia (15ª) e a Holanda (14ª), de acordo com informações da Web of Science divulgadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

De 19.436 artigos publicados em 2007, a produção brasileira subiu para 30.415 em 2008, com um aumento de 56%, como resultado, segundo a Capes, da atuação das universidades e centros de pesquisa que atuam na pós-graduação universitária.

Estados Unidos, China, Alemanha, Japão e Inglaterra são os cinco primeiros colocados, seguidos da França, Canadá, Itália, Espanha, Índia, Austrália e Coreia do Sul. A base de dados Web of Science, da Thomson Scientific, cobre cerca de 10 mil periódicos científicos.

Com esse aumento na produção científica, o Brasil passou a contribuir com 2,12% dos artigos de 183 países. Para a Capes, outro fator relevante no desempenho científico brasileiro é o apoio das agências de fomento à pesquisa e à formação de recursos humanos, por meio da concessão de bolsas de estudo e também pela disponibilidade do acesso livre ao conhecimento gerado mundialmente, oferecido por exemplo pelo Portal de Periódicos.

Iniciado em 2000 com 1,8 mil títulos, o portal conta com 13 mil periódicos e 126 bases de dados referenciais e seis bases dedicadas exclusivamente a patentes. Nesse período, cresceu o número de instituições de ensino e pesquisa que fazem pesquisas no portal, de 72 em 2001 para 268 em 2009.

Mais informações: www.periodicos.capes.gov.br

Fonte: Agência FAPESP

Eis uma ótima notícia, mas que carece de reflexão: até que ponto toda essa produção científica está saindo de dentro dos laboratórios, das universidades, dos grupos de pesquisa,  está voltando para a sociedade que a financia? Sabemos que, em alguns casos, os artigos não passam de um Ctrl + C Ctrl + V de outros que já foram publicados (pelo mesmo autor ou não – eis os casos de plágio que não me deixam mentir), com mudanças apenas pontuais em sua estrutura. Será que, nesse caso, quantidade é qualidade?

Seis antívirus gratuitos para o PC

Fabiano Cândido, de INFO Online

SÃO PAULO – Um PC infectado por um vírus dá um prejuízo danado para o internauta. Além de travar alguns programas, a praga virtual apaga arquivos e deixa o Windows lento.

Não é só isso. Alguns tipos de vírus roubam e espalham as informações do internauta pela web. Portanto, as informações do cartão de crédito e bancárias podem acabar no PC de um gatuno virtual.

Por causa desses problemas, é extremamente recomendável para o internauta instalar no computador um antivírus. De preferência aplicativos que atualizam a base de proteção contra vírus o tempo todo.

Para ajudar o internauta nessa questão, o Download INFO apresenta quatro antivírus, todos com bons sistemas de proteção. O melhor: não custam um centavo sequer. Conheça-os abaixo:

AVG 8.5 Free: popular antivírus entre os internautas brasileiros. No mundo, tem mais de 80 milhões de usuários. Além de proteger o PC contra vírus e programas que roubam dados, o aplicativo avisa quando uma página web tem scripts que podem danificar ou infectar o computador com alguma espécie de praga virtual.

Avast Home 4.8: esse antivírus tem uma interface parecida com a de um player de áudio. Esse detalhe, contudo, não interfere em nada no sistema de busca e remoção de vírus do computador. O sistema de proteção do Avast protege o PC contra os vírus mais comuns e das pragas virtuais disseminadas por redes de downloads peer-to-peer (P2P).Avira AntiVir Personal

Edition Classic 9: o grande destaque do programa é a interface com abas, que a deixa bastante intuitiva. Por conta dessa característica, internautas leigos têm mais facilidade em usar os recursos do software. O Avira tem um sistema de detecção e rastreamento de vírus que é um dos mais rápidos do mercado

BitDefender 10 Free Edition: um bom antivírus para quem joga games ou usa aplicativos que exigem bastante desempenho do computador. Ele consome pouca memória e processamento da máquina – mesmo quando varre o micro em busca de vírus. Para o internauta, isso significa menos lentidão no PC.

ClamWin Portable 0.95: esse antivírus não interfere muito no desempenho do sistema. O benefício, contudo, tem um preço. Ele não protege o computador das pragas virtuais em tempo real, ou seja, é preciso acioná-lo para caçar vírus no PC. Por conta desses detalhes, ele é indicado para internautas precavidos e que não visitam sites suspeitos.

Panda Cloud Beta: primeiro antivírus a usar a “nuvem de internet” para proteger o PC de pragas virtuais. Como? Ele busca, em tempo real, informações nos servidores da Panda para descobrir se um arquivo estranho ou um comportamento diferente do PC é possivelmente um vírus. O software ainda está em fase beta, portanto, pode apresentar instabilidade e não proteger o computador com eficiência.

Fonte: INFO Online

Regina Carneiro (1921-2009)

*A bibliotecária e a “catalogação na fonte”*
Estevão Bertoni

Livros, há de todos os tipos. Grandalhões, miúdos, com fotos e/ou ilustrações, ou os que trazem só palavras. Boa parte possui uma ficha, logo no começo, com nome do autor, título, ano e assunto. Graças a Regina Carneiro.
No Brasil, a ideia de que as obras deveriam sair das gráficas com essas informações, adotando-se assim o sistema de “catalogação na fonte”, partiu dela, nos anos 70.
Ex-professora de biblioteconomia da USP, foi também bibliotecária-chefe da CBL (Câmara Brasileira do Livro). Zanizer Chaves, hoje no mesmo cargo que Regina teve na câmara, lembra: “Ela descobriu que a biblioteca do Congresso, em Washington, usava um padrão e foi até lá ver como era”.
Regina foi a primeira a defender a “catalogação na fonte” para o mercado editorial brasileiro, facilitando a troca de informações sobre obras.
Como lembra o sobrinho Marcello, que herdou da tia uma coleção inteira de Machado de Assis, ela era uma “devoradora de livros”. Tinha uma queda por contos de autores ingleses.
Segundo Luís, sobrinho-neto com quem ela morava, Regina estava com muita vontade de rever os cinco sobrinhos de Ribeirão Preto. Na terça, Dia de Tiradentes, os cinco vieram visitá-la. Dois dias depois, morreu aos 87, após dar entrada no hospital com início de pneumonia. Sofreu uma trombose.
A missa de sétimo dia será hoje (29/04), às 10h, na paróquia São José, SP. Não deixa filhos.

Fonte: Folha de São Paulo

O outro lado: vida longa aos jornais

VIDA LONGA AOS JORNAIS

Eduardo Tessler
Direto de Caracas

Os alarmistas e apocalípticos de plantão já escolheram o alvo preferencial desta década: os jornais. Com a mesma sabedoria de quem decretou a extinção do veículo que ainda teima em correr de mão em mão em casas, aviões, bares e metrôs do mundo inteiro há mais de 200 anos, os analistas dizem que em 10 ou 15 anos já não haverá mais jornais no planeta.

Pura bobagem. Erro de cálculo de quem insiste em não entender os hábitos dos cidadãos e prefere confiar em business plan ou em dados de algum gênio. Jornal é um produto rápido, prático e barato. O problema não é o objeto jornal, mas o jornal ruim, o jornal que parou no tempo, o jornal que procura informar coisas que seus leitores já sabem. E ainda tentam cobrar o equivalente a um litro de leite ou a uma cerveja por um exemplar de notícia velha.

É verdade que nos Estados Unidos alguns jornais tradicionais fecharam as portas. Mas uma análise mais apurada revela que em nenhum caso o motivo foi a chegada de novos meios – como a Internet ou qualquer plataforma digital. Eles deixaram de circular porque estavam mal administrados. Em algum momento os administradores entenderam que o dinheiro rendia mais aplicado em bolsa de valores do que na odisséia da notícia. A crise de setembro de 2008 acabou com o sonho. Quebra total de quem aplicou onde não devia.

A prova que jornal é um bom negócio é que mesmo em tempos de recessão empresas que enxergam o futuro lançam mais títulos no mercado, muitas vezes saturado. Semana que vem a Venezuela recebe um novo jornal, “El Mundo Economia y Negocios”, voltado pra a área econômico-financeira. E no início de maio Portugal conhecerá o “i”, jornal de informações gerais especializado em análise dos fatos. Ou seja, há espaço, há que saber descobri-lo.

Jornal é um produto de consumo imediato e tem curta duração de vida. Há mais de 100 anos é assim. O que mudou foi a velocidade da informação. Hoje a notícia chega por diversas formas, pela televisão ligada durante o almoço, pelo rádio do carro, pela Internet, pelos telefones celulares, pelos amigos, pelo papo de bar. Mas se a notícia envelhece durante o dia, para que serve o jornal? Para explicar. Para traduzir o enorme manancial de informações que corre pelos olhos do cidadão em informação útil. Quem souber ir mais além do fato, trabalhar o next e o why, não corre o risco de fechar.

O problema é que poucos entenderam isso no Brasil. Na esmagadora maioria dos dias, as manchetes dos principais jornais brasileiros é exatamente o tema de abertura dos telejornais da noite anterior. Parece até que esperam a fala dos apresentadores para definirem a primeira página. Ora, os tempos mudaram. Não há mais espaço para a perda de tempo. A culpa não é da crise, mas da falta de criatividade dos jornais. O medo dos diretores é o que comanda a falta de ousadia dos jornais brasileiros.

O Brasil não tem um The New York Times, um The Guardian ou um El País. Na vala comum da imprensa nacional os jornalões falam da farra das passagens aéreas na Câmara ou da taxa Selic. E pretendem que alguém compre um exemplar por isso. Pura ilusão.

Os jornais não estão ameaçados. Mas os jornais ruins, desnecessários, estes sim estão condenados.

Fonte: Terra Magazine

Vírus da gripe suína e golpes na Internet

Vírus da gripe suína vira isca para golpes na internet

Especialistas em segurança na internet alertaram nesta segunda-feira (27) sobre o perigo de que o tema ”gripe suína” se transforme em um vírus informático, fonte de mensagens spam ou fraudes on-line escondidas atrás de e-mails como “Salma Hayek está contaminada”.

Durante o fim de semana, foram registrados 146 domínios na rede que contêm os termos “swine” e “flu” (porco e gripe, em inglês), segundo o site F-Secure, um sintoma de que a doença será utilizada na internet para diferentes fins, principalmente econômicos.

“Um título de efeito global como ‘Pandemia de gripe suína’ capta a atenção das pessoas, que querem toda a informação que possam conseguir. Os ‘atacantes’ sabem disso e o usam para atrair suas vítimas”, explicou Tony Bradley, analista do Windows Security.

Estes deliquentes da internet poderiam tentar explorar a preocupação e os temores dos internautas para conseguir informação pessoal ou o envio de dinheiro através de falsas propostas.

Emails suspeitos

Por enquanto um blog da empresa antivírus Mcafee, Mcafee Avert Labs, informou que os e-mails não desejados com o assunto “swine flu” já circulam pela internet, em alguns casos com títulos que incluem o nome de alguém famoso.

“Salma Hayek tem a gripe suína”, é um dos exemplos de um desses correios spam, que também utilizam Madonna para atrair atenção.

Foram encontradas também mensagens fraudulentas com o enunciado “Primeira vítima americana da gripe suína”, “estatísticas da gripe suína nos EUA”, “gripe suína no mundo todo” ou “gripe suína em Hollywood”.

“Vamos ver isso”, disse hoje Dave Marcus, diretor de Investigação de Segurança e Comunicação da Mcafee Avert Labs ao portal especializado em informática SCMagazineUS.com.

Atualizando o antivírus

Marcus assegurou que por enquanto a maior parte desses e-mails contém ligações com portais da internet sobre produtos farmacêuticos, mas alertou que em meados desta semana poderiam se multiplicar os casos de fraudes relacionadas com a gripe.

“Não me surpreenderia ver um vídeo que diga que Salma Hayek está vomitando por culpa da gripe suína e que isso carregasse, de forma oculta, um vírus”, explicou.

Marcus recomendou às empresas que ajustassem seu software de defesa contra spam e suas ferramentas de busca na internet para estar prevenidos perante a gripe suína virtual, e pediu aos usuários da rede que tenham cuidado com mensagens suspeitas.

Fonte: G1


Opinião de Ziraldo: o jornal de papel morrerá

JB 118 anos: o jornal morrerá

Ziraldo*, Jornal do Brasil

RIO – Pode escrever aí a sentença definitiva: “O livro sobreviverá, o jornal, não”. Explico: estou falando de forma e não de conteúdo. Mas é bom manter a frase assim, dura, direta, de imediata compreensão e cheia de certeza. Explico mais: os futuros suportes para a informação e a notícia sofrerão transformações inimagináveis para nós. Em matéria de jornal, o que existe hoje, impresso, vai acabar.

Não fui chamado para falar do futuro do livro mas para dar meu palpite sobre o que acho que vai acontecer com o jornal – acho que é jornal, não a imprensa – preciso usar o livro como referência.

Questionar sobre o futuro da imprensa parece-me o mesmo que questionar o futuro do ser humano no planeta. Nós dois, o ser humano e o planeta, assim como os dinossauros, um dia, vamos desaparecer da Terra: esse será o fim do nosso futuro. Toda a discussão sobre assuntos dessa natureza, até que o cataclisma final aconteça, será uma discussão sem sentido – podemos apenas nos deter a detalhes. Falemos pois do fim do jornal, que é o que na verdade interessa aqui. Porque imprensa é uma coisa mais ampla, inclui uma quantidade infinita de suportes para que se exerça. Tanto que, até há algum tempo, ainda a dividíamos em escrita e falada! E abríamos logo a velha e elegante chave-colchete para subdividir as duas categorias nas suas diversas conformações.

A imprensa, meus amigos, vai durar enquanto o ser humano durar e seu futuro é este: cada dia mais, formas tecnológicas – que aprimoram sua função – surgirão. E pronto. O ser humano vai precisar sempre saber das notícias, estar informado, seguir esta ou aquela opinião, concordar com uma ou com outra análise. Discutir o futuro da imprensa, penso, será discutir formalidades (de forma).

Agora, voltemos ao que interessa: o futuro do jornal. Não é isso, ao fim e ao cabo, que está sendo proposto para a discussão? Ou teremos que discutir aqui, também, o futuro da televisão e da internet como veículos de imprensa?

Voltemos, então, à referência que faz falta ao meu raciocínio. Considero o livro o mais perfeito objeto para uso humano que foi criado. A evolução da humanidade, até os dias de hoje, dependeu totalmente da possibilidade do seu consumo, que passou a ser em larga escala a partir da invenção do tipo móvel, o achado decisivo de Gutenberg. A literatura, a poesia, a expressão gravada do pensamento humano acharam, no livro que faz o mar, seu veículo ideal.

Não creio que o ser humano vá deixar de contar histórias, para fazer literatura ou para procurar seu próprio entendimento; não creio que o ser humano vá abrir mão, ainda que no mais tecnológico dos mundos, do insopitável convívio com a poesia; não poderemos nunca viver sem a troca de impressões sobre nós mesmos, a humanidade vai ter, sempre e permanentemente, a necessidade de se explicar. Não vejo onde poderemos vir a gravar todas as palavras que tornam possíveis o atendimento a essas necessidades humanas, que não seja no livro. Vamos ter que perder, de vez, o sentido do tato, do olfato e da visão para abrir mãos do convívio com o livro do jeito que o conhecemos.

Acredito que nossos olhos não secarão sua lágrima e só o livro há de guardar a mancha de sua pequena queda diante do que foi lido em um poema ou em um conto. Não creio que, antes de nosso desaparecimento total, venhamos a nos robotizar a ponto de não buscar de novo a página onde uma violeta foi guardada. É certo que já passamos a época áurea do livro como objeto supremo. Houve um momento da História que todas – todas – as pessoas letradas do mundo liam livros. A primeira edição de Don Quixote não teve mais que mil exemplares e, em menos de uma década, toda a Europa dava notícia de suas desventuras.

Proporcionalmente à população que sabe ler, lê-se muito menos hoje em dia e, a cada dia, vamos ver menos livros nas mãos do ser humano. Mas ele não morrerá. Creio.

Quanto ao jornal – esse que está aí – cedo morrerá. Primeiro, ele já começou a diminuir de tamanho: sete colunas, formato berliner… A necessidade de informar-se do ser humano, que o jornal hoje atende, será imediatamente suprida com outros hábitos: acordar de manhã, apertar um botão e o jornal vai estar no teto ou na parede de seu quarto, coluna por coluna; vai estar no visor do seu celular; vai estar na sua sala, ao toque de um botão, quando do seu regresso ao lar. Não haverá notícia que não esteja, em um segundo, ao seu alcance.

Alguém poderá me perguntar: e as análises? Os analistas e cronistas do jornal, o jornalista cuja opinião interessa ao leitor, estes já estão se mudando para a internet, com seus blogs poderosos. Com os quais o “leitor” poderá interagir imediatamente. Tudo isto mudará o teor da informação – o filósofo Marshall McLuhan já disse isto há décadas – mas não mudará a função da imprensa.

Por outro lado, os que fabricam e escrevem os jornais dormem com o inimigo: toda a inovação tecnológica, cuja notícia pode dar lucro, tem prioridade sobre a notícia do livro. Acontece que só quem lê e pode vir a gostar de ler, pode vir a ler jornais. Mas eles – os jornais – não se preocupam em conquistá-los.

*Cartunista e escritor

11:17 – 18/04/2009

Fonte: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/04/11/e110418901.asp

22/04: último dia de Last.fm gratuita

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É uma pena. Foi anunciado ontem, 22/04, pelo diretor e um dos desenvolvedores da Last.fm, Richard Jones. que chegou ao fim a gratuidade da rádio mais popular da Web. Usuários da Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos continuarão com o serviço gratuito, porém os usuários dos demais países precisarão pagar uma taxa mensal de $ 3,00 para terem acesso à suas músicas favoritas.

Os pagamentos deverão ser feitos somente através de cartão de crédito, utilizando-se o complicado sistema PayPal. Para os usuários que não possuem cartão de crédito, o pessoal da INFO Online apresenta cinco alternativas gratuitas para se ouvir, armazenar e compartilhar músicas pela Web.

Em tempos de Twitter, Delicious e outros serviços gratuitos, infelizmente a Last.fm foi na contramão das tendências. Os outros serviços podem não ser tão charmosos, porém uma das características dos usuários atuais é a necessidade de rapidez e praticidade. Levando-se em conta o trabalho para realizar o cadastro no serviço PayPal, e a falta de outras alternativas de pagamento, talvez o número de assinantes do serviço caia assustadoramente. É aguardar e esperar…

Web 2.0 e Conteúdos Digitais no XI Erebd Sul

De 17 a 20 de abril de 2009 foi realizado, na cidade de Rio Grande/RS, o XI Encontro Nacional de Estudantes de Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação e Gestão da Informação – Erebd Sul, que teve como tema ” Atuação do Profissional da Informação frente aos desafios da Comunicação Científica”.

Infelizmente, não pude estar presente, porém duas ótimas palestras já foram disponibilizadas via Slide Share: a da professora do Departamento de Ciência da Informação da UFSC Ursula Blattmann e a da bibliotecária da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho/UNESP Suely de Brito Clemente Soares (que também já havia proferido palestra no X Encontro Nacional dos Usuários da Rede Pergamum, em Florianópolis).

Abaixo os slides das duas palestras:

Conforme outras palestras forem sendo divulgadas, as postarei aqui.

E, por último, mas não menos importante, parabéns à Comissão Organizadora (C.Ó) do XI Erebd Sul!

Meu agradecimento aos meninos do “Bibliotecários Sem Fronteiras” pela divulgação primeira das palestras!

Ferramentas 2.0 em Bibliotecas

Em 13/03/2009 a PUCPR, juntamente com o Instituto Goethe, promoveu a palestra “O Admirável Mundo Novo: Web 2.0 em Bibliotecas”, com a bibliotecária Tereza Laranjeiro, do Goethe-Institute de Lisboa, em comemoração do Dia do Bibliotecário.

A palestra na PUCPR foi a última de uma série de apresentações de Tereza, que já havia apresentado esse “admirável mundo” em São Paulo e Porto Alegre.

A Biblioteca Universitária da UFSC, em conjunto com a Reitoria da instituição, enviou algumas profissionais para Curitiba, a fim de apresentar a algumas as ferramentas colaborativas e a outras promover atualização. Para os colegas que não puderam ir, e também para todos que possuem interesse no assunto, a palestrante disponibilizou a apresentação que fez em São Paulo na ferramenta Slide Share. A palestra do dia 13/03 ainda não foi colocada à disposição.

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